Ser psicólogo é uma imensa responsabilidade.
Não apenas isso, é também uma notável dádiva.
Desenvolvemos o dom de usar a palavra, o olhar,
as nossas expressões, e até mesmo o silêncio.
O dom de tirar lá de dentro o melhor que temos
para cuidar, fortalecer, compreender, aliviar.
Ser psicólogo é um ofício tremendamente sério.
Mas não apenas isso, é também um grande privilégio.
Pois não há maior que o de tocar no que há de mais
precioso e sagrado em um ser humano: seu segredo,
seu medo, suas alegrias, prazeres e inquietações.
Somos psicólogos e trememos diante da constatação
de que temos instrumentos capazes de
favorecer o bem ou o mal, a construção ou a destruição.
Mas ao lado disso desfrutamos de uma inefável bênção
que é poder dar a alguém o toque, a chave que pode abrir portas
para a realização de seus mais caros e íntimos sonhos.
Quero, como psicólogo aprender a ouvir sem julgar,
ver sem me escandalizar, e sempre acreditar no bem.
Mesmo na contra-esperança, esperar.
E quando falar, ter consciência do peso da minha palavra,
do conselho, da minha sinalização.
Que as lágrimas que diante de mim rolarem,
pensamentos, declarações e esperanças testemunhadas,
sejam segredos que me acompanhem até o fim.
E que eu possa ao final ser agradecido pelo privilégio de
ter vivido para ajudar as pessoas a serem mais felizes.
O privilégio de tantas vezes ter sido único na vida de alguém que
não tinha com quem contar para dividir sua solidão,
sua angústia, seus desejos.
Alguém que sonhava ser mais feliz, e pôde comigo descobrir
que isso só começa quando a gente consegue
realmente se conhecer e se aceitar.
Walmir Monteiro
Psicologia
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terça-feira, 13 de setembro de 2016
terça-feira, 12 de agosto de 2014
Homenagem
"Tenho
um segredo pra vocês. Aproximem-se! Não lemos nem escrevemos poesia
porque é bonitinho. Lemos e escrevemos poesia porque somos membros da
raça humana. E a raça humana está repleta de paixão. E medicina,
advocacia, administração, engenharia são objetivos nobres e necessários
para manter-se vivo. Mas a poesia, beleza, romance, amor é para isso que
nós vivemos. Citando Whitman: “Ó eu! Ó
vida! Entre as questões que reaparecem, os intermináveis trens dos
desleais, cidades cheias de tolos. O que há de bom entre eles, ó eu? Ó
vida? Resposta. Que você está aqui. A vida existe e a identidade. Que
essa brincadeira de poder continue e você pode contribuir com um verso.”
Qual será o verso de vocês?”
Robin Williams.Descanse em Paz.
Robin Williams.Descanse em Paz.
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